já não sou mais um poeta

amigo, já não sou mais um poeta

meus ordinários métodos de escrita já não surpreendem ninguém
minhas vivências e capacidades cognitivas são abaixo da média
minhas dores não conseguem mais fluir em palavras
as palavras não demonstram dor alguma.

em muito me assemelho à um suicida,
nunca a um poeta.

lembra-se de quando comentávamos sobre os rapazes bonitos que passavam no colégio?
tornaram-se drogados, anacrônicos e homofóbicos.
hoje não acredito que haja beleza neste mundo,
muito menos há esperança.

Aquela beleza que enxergávamos no amor
foi substituída pela certeza de que na verdade
ninguém ama ninguém
e amor é um desvio na interpretação da realidade.

(03/04/2014)

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