subterfúgio de tristeza

(15/03/2013)

os cortes, o sangue e a dor
são nada, quiçá um atalho,
subterfúgio de tristeza,
ao ponto que, se não é final,
é o início.

Minha vil amarga sina,
minha busca por escape,
das misérias é a predileta.

Pérfida e molesta arte,
como-te nua, então mitiga,
mas sempre retorna
a me seduzir e causar dor.

E esse pleno receio lastimoso
não previne as noites de corte,
pois a conclusão não impede a razão,
que é indubitável como a dor
dos céticos inocentes
culpados pelo amor.

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